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São Raimundo Nonato integra ações do Projeto Redes Antirracistas

publicado: 16/12/2025 15h30 última modificação: 18/12/2025 09h51

Ao longo deste ano, o Campus São Raimundo Nonato integrou o Projeto Redes Antirracistas, uma iniciativa da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, desenvolvida em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e o Instituto Federal de Brasília (IFB), com gestão administrativa e financeira da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC).

O projeto reuniu mais de 60 projetos de Institutos Federais de todas as regiões do Brasil, sendo o Campus São Raimundo Nonato, o único representante do estado do Piauí. Como parte da programação final, nos dias 11 e 12 de dezembro, no Instituto Federal de Brasília, foram apresentados os resultados dos projetos desenvolvidos, além do lançamento do Observatório de Políticas Públicas de Igualdade Racial (OPPIR), atualmente em fase de construção.

Nesse contexto, durante o ano de 2025, foi executado, no Campus São Raimundo Nonato, o projeto de extensão “Divulgação científica como estratégia para fortalecer o protagonismo de mulheres negras”, conhecido nas redes sociais como @pretagonista_, sob a coordenação da professora Laís Neri.

A equipe do projeto foi composta pelas estudantes Alice Sousa, do curso técnico em Informática (integrado ao médio), e Nicolly Assis Lima e Maria Niceia Morais, estudantes do curso de Licenciatura em Física. As ações tiveram como foco valorizar e dar visibilidade às contribuições de mulheres negras em diferentes áreas do conhecimento, utilizando plataformas digitais, como o Instagram, além da produção de podcasts.

Ao longo da execução do projeto, 17 mulheres negras do Território Serra da Capivara participaram das atividades, compartilhando histórias, saberes e experiências, o que fortaleceu a proposta de protagonismo coletivo defendida pela iniciativa.

As atividades estiveram articuladas ao Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do campus, atendendo ao Eixo 2 do edital, que trata do fortalecimento dos NEABIs e grupos correlatos na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Como resultado, a fim de ampliar o acesso a novas referências, foram doados para a biblioteca do Campus, nove livros escritos por mulheres negras, os quais passam a integrar o acervo disponível para toda a comunidade acadêmica.

Para a coordenadora do projeto, Laís Neri, a iniciativa representa um avanço significativo nas políticas de promoção da igualdade racial, no fortalecimento dos NEABIs e na construção de um ambiente institucional mais respeitoso, antirracista e inclusivo. Segundo ela, as experiências vivenciadas ao longo do projeto evidenciam que o crescimento ocorre de forma coletiva e se fortalece na partilha, reforçando a importância da permanência e expansão de ações como essa para outros campi do IFPI.